Estresse x Síndrome de Burnout: qual a diferença?

Estresse vs Síndrome de Burnout, qual a diferença

Estresse x Síndrome de Burnout: qual a diferença?

Certamente você já presenciou ou ouviu relatos sobre algum colega que “surtou” no ambiente de trabalho ou explodiu por uma coisa, aparentemente, insignificante que aconteceu. Quando esse ser humano procura um psicólogo, por recomendação, após retornar às suas atividades, informa que está com Síndrome de Burnout.

Tanto o estresse como o esgotamento emocional podem levar-nos a ter alguns rompantes de vez em quando. Então vamos saber qual é a diferença entre o Estresse e a Síndrome de Burnout?

De acordo com o dicionário, estresse é o “estado gerado pela percepção de estímulos que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia, levam o organismo a disparar um processo de adaptação caracterizado pelo aumento da secreção de adrenalina, com várias consequências sistêmicas.” Ou seja, é uma resposta do organismo a um estímulo externo.

Se é apenas uma resposta orgânica a um estímulo então porque tantas doenças relacionadas ao estresse, afinal ele é mocinho ou vilão? Como bem disse Paracelso – Médico e físico do século XVI: A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Quando o corpo é estimulado, a mensagem é recebida pelo hipotálamo que, por sua vez, aciona a hipófise cuja função, dentre outras, é regular a produção hormonal das glândulas suprarrenais, onde é produzido o cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, e a adrenalina.

A função do cortisol é ativar respostas do corpo ante emergência para ajudar a resposta física aos problemas, aumentando a pressão arterial e o açúcar no sangue, propiciando energia muscular. Neste momento, todas as funções anabólicas de recuperação, renovação e criação de tecidos são paralisadas e o organismo se concentra na sua função catabólica para a obtenção de energia. Superada a questão, os níveis hormonais e o processo fisiológico voltam a normalidade, mas quando este se prolonga, os níveis de cortisol no organismo disparam¹. E é justamente neste ponto que o remédio se torna veneno, pois em excesso, o cortisol inflama o organismo, que vai responder em vários órgãos: cérebro, intestino, células adiposas. Em casos de estresse contínuo, alguns sintomas físicos podem surgir com o tempo. Os mais comuns são alergias, doenças de pele, doenças autoimune, refluxo, doenças intestinais, insônia, infecção urinária e aumento de sintomas em pacientes cardíacos.

De acordo com a Sociedade Americana de Psicologia, há três tipos de estresse, são eles:

Estresse agudoreação instantânea do corpo e apresentando sintomas ansiosos como ativação psíquica, instabilidade de humor, apreensão, insegurança, com as seguintes reações físicas: dor de cabeça tensional, dor nas costas, dor na mandíbula, dores musculares em geral, azia, gases, diarréia, palpitações cardíacas, aumento de pressão, mãos suando.

Estresse Agudo Episódico, semelhante ao anterior, mas ocorre com mais frequências e os sintomas são mais prolongados: dores de cabeça tensionais persistentes, enxaqueca, hipertensão, dor no peito, doenças cardíacas.

Estresse Crônico, que é considerado quando a pessoa vive estressada rotineiramente e os sintomas persistem e causam doenças como depressão e ansiedade. Nessa fase, a pessoa sente: fadiga, desgaste, mal estar, cansaço, esgotamento, aumento da vigilância, dificuldade em relaxar e descansar, desânimo, tristeza, sensação de fracasso, dificuldade de sentir prazer, alteração do sono.

Esclarecida a questão do estresse, vamos conhecer a Síndrome de Burnout, começando pelo termo derivado do inglês (to burn out, queimar por completo) algo como ter um tanque de combustível que foi queimado por completo, exaurido. Em 1970, o psicanalista alemão Freudenberger, após constatar em si mesmo, chamou-a de síndrome do esgotamento profissional.

Em 2019 a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a Síndrome de Burnout na CID 11, conceituando como “resultante do stress crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É caracterizada por três dimensões: sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do próprio trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho; redução da eficácia profissional.”

Dessa forma, a OMS considera Síndrome de Burnout não como uma condição médica e sim como uma condição ocupacional. Ou seja, um fenômeno ligado ao trabalho e não a uma disfunção da pessoa.

Não é um transtorno de fácil identificação por apresentar sintomas que podem ser facilmente confundidos com outras doenças emocionais como depressão, ansiedade ou estresse crônico, por isso é muito importante procurar um especialista para ter um diagnóstico preciso.

Para melhor indicação de uma pré-identificação dessa Síndrome, replicamos abaixo, as perguntas da Mayo Clinic que ajudam a medir o nível de Burnout.

  • Seu trabalho lhe faz ser um profissional saudável ou trabalha de maneira crítica?
  • Seu trabalho suga suas energias antes de você chegar nele?
  • Seus colegas e clientes lhe incomodam?
  • Você sente que tem pouco paciência no trabalho?
  • Você sente baixa energia e pouca disposição no trabalho?
  • Você está desapontado com sua performance no trabalho?
  • Você usa bebidas, drogas, cigarros ou comidas para se sentir mais preenchido com relação ao trabalho?
  • Você tem percebido mudanças no seu padrão de sono à noite?
  • Você sofre com dores de cabeça inexplicáveis, dores nas costas e outras doenças oportunas?

Caso se identifique com algumas dessas situações, procure ajuda de um profissional. Entretanto é importante prestar atenção se estes sintomas estão diretamente relacionados ao trabalho.

Então se o estresse é uma resposta do nosso organismo ao estímulo externo, mas que se vivenciado repetidamente por causar doenças e que a Síndrome de Burnout é resultado de uma sobrecarga de estresse crônico no trabalho, resta-nos total atenção no autocuidado para evitar que estas situações nos adoeçam.

Sendo assim, fica a dica: priorize-se mais, prestando atenção ao seu corpo e suas emoções, faça atividades físicas para produzir hormônios da felicidade, aprenda a dizer não para o que lhe causa estresse.

Viva mais e melhor.

Fonte: ¹(Enciclopédia Médica Ferato).

Por Midiã Barbosa dos Santos
Coach de Atitude®. Contadora, Especialista em contabilidade, gestão financeira e controladoria.
@mid_desenvolve

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À primeira vista; Desde já; Primeiramente; Antes de tudo; Sobretudo; Primordialmente;
Em primeiro lugar. Ainda mais; Assim como; Do mesmo modo; Bem como; Contudo;
Juntamente com; Apesar disso; Em outras palavras; Nesse sentido; Por exemplo;
Seja como for; Todavia; Ainda assim; Porém; Além disso; Em outras palavras; Ou seja. Estresse x Síndrome de Burnout: qual a diferença? Ainda assim; Porém; Além disso; Em outras palavras; Ou seja. Antecipadamente; Antes de mais nada; A princípio; De antemão; Acima de tudo;
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